Seu dia é tomado pela sensação de urgência?

Em artigo anterior, citei algumas características mais comuns do mundo empresarial atual, que resultam em algumas doenças do trabalho. Para alguns a ideia é que esses problemas só ocorrem em grandes empresas. No entanto, tais doenças já são vistas em grande número entre os pequenos empreendedores pelo acúmulo de funções.

Prometi comentar cada uma das características que pontuei no artigo anterior. Vamos começar pela sensação de urgência, afinal, se é urgente não podemos perder tempo, não é mesmo? Nem sempre.

Em algumas situações há de se observar se essa urgência é real ou se é apenas uma sensação de urgência originada pela falta de organização e planejamento do tempo, seja do profissional em si ou gerada pelos processos de gestão da empresa.

Este é o fator mais importante. Identificar onde está o erro e encontrar alternativas para eliminá-lo, caso contrário, o estresse tomará conta do dia a dia do indivíduo ou da equipe, que perderão o ânimo para o trabalho, consequentemente para o lazer em seus dias de folga, e, certamente irão adoecer por completo.

Para que a circunstância não chegue a este ponto crítico, é importante cortar o mal pela raiz.

Veja algumas dicas que podem ajudar as empresas a reverter esta situação.

• Reavaliar os processos administrativos, assim como os métodos e ações de gestão de pessoas. Pode ser que não estejam sendo eficazes e eficientes, gerando retrabalho e estresse aos que executam;

• Identificar se há meios de torná-los mais eficazes e eficientes a ponto de reduzir prazos sem comprometer a qualidade do produto e/ou serviço, e a qualidade de vida dos funcionários;

• Refletir se as metas e respectivos prazos são plausíveis com todas as tarefas a serem realizadas. Quando as metas são inalcançáveis nos prazos estipulados, é garantida a sensação de urgência pelo funcionário. É como nadar, nadar e morrer na praia. Prazos e metas devem, além de andar em paralelo, ser estipulados com bom senso dos gestores;

• Observar o comportamento das pessoas que trabalham na empresa. Elas demonstram alegria e satisfação, ou estresse, cansaço e irritabilidade por realizar aquelas tarefas? Por que será que num mesmo grupo identificamos perfis tão parecidos ou tão diferentes?

• Agora, observe o perfil dos gestores dessas pessoas. O comportamento da equipe reflete a conduta do gestor?

• Trace novas estratégias motivacionais para os profissionais. Reconheça os esforços e desempenho de todos eles;

• Ouça a sua equipe, pergunte o que os faz gostar de trabalhar na sua empresa, assim como suas queixas, críticas e sugestões para melhorar;

• Mensure os resultados e a produtividade da equipe antes e depois de ter adotado alguma mudança no ambiente de trabalho;

• Esteja próximo dos seus funcionários. Não esqueça, são eles que fazem sua empresa funcionar. Sozinhos, não vamos a lugar algum.

Boa sorte e boa semana!

 

Pauline Machado é Personal, Executive e Business Coach pela SBCoaching, MBA Liderança e Gestão de Pessoas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e certificada pelo SebraeRJ no curso EMPRETEC, desenvolvido pela Harvard University e Organização das Nações Unidas (ONU) e diretora da Legado Coaching e Treinamentos.