Aplicativos de Táxi: entenda o confronto entre a praticidade e a legalização

Até 2008 reinavam os táxis comuns em todas as cidades do mundo e como todo serviço sem concorrência, principalmente no nosso Brasil, a qualidade cai. As reclamações de motoristas despreparados, carros em más condições, cobranças no tiro (principalmente em saídas de eventos, quando o motorista cobra um valor fechado mais caro que o taxímetro) e outras reclamações imperavam.

Com a explosão dos Smartphones e aplicativos de navegação que utilizam GPS (Geolocalização via Satélite), como o Waze e GoogleMaps, surgiu a ideia de aplicativos de serviço de táxi usando o mesmo princípio: localizando o táxi mais próximo do cliente e, iniciando e terminando uma corrida pelo deslocamento mapeado no aplicativo.

Com isso, em 2009, surge a americana Uber e mais tarde, em 2014, o aplicativo desembarca no Brasil trazendo muita revolta aos taxistas e mais uma opção aos usuários.

O Uber caiu no gosto e se tornou popular principalmente por oferecer um serviço muito mais barato, com carros mais novos e motoristas mais educados. A hegemonia acabou quando em 2016 também chega a espanhola Cabify.

A revolta dos taxistas se justifica, pois, eles pagam uma concessão pública para operar nas suas cidades, têm uma série de regras e seguros e de repente uma concorrência com carros particulares sem nenhuma normativa começa a disputar com eles.

A princípio a primeira resposta de “livre concorrência “pode parecer óbvia, mas imaginemos que surjam aplicativos de empresários de avião queiram vender transporte aéreo por aplicativo, empresas de ônibus que façam linhas paralelas com as grandes empresas que já possuem concessão ou até mesmo que possamos, no futuro, pedir uma empregada doméstica por aplicativo, pagando pelo início do trabalho (check-in) até o término (check-out)?

O fato é que esse tipo de serviço não tem mais volta, pois, o mundo tecnológico é muito ágil e mais rápido que as leis que órgãos públicos de fiscalização.

Em Curitiba, no último dia 18 de maio, o prefeito Greca retirou a taxa de bagagem de R$ 2,70 por bagagem extra e proibiu que os táxis cheguem nas residências com o taxímetro ligado. Os 30%de taxa de retorno ainda permanecem quando a corrida é para outra cidade, mas, na prática nada disso já vem sendo cobrado pela maioria dos taxistas.

O que deve ocorrer é que essas leis sejam adaptadas na velocidade em que o mundo tecnológico desenvolve e cria novos serviços e opções. Ouvir a sociedade e respeitar todos os lados de forma que a concorrência não seja desleal a longo prazo é bom também para o usuário, pois não retira ninguém do mercado.

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Gledson Santos é consultor em Tecnologia, Especialista em TI e Telecomunicações.