O livro chegou ao fim?

“Livro é um volume transportável, composto por páginas encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso” – essa definição do livro como ele é hoje é mais provável que se altere que propriamente o livro acabe.Muitos já discutiram e muita coisa já foi escrita tanto sobre os defensores da ideia de que o livro nunca irá acabar, como dos que acreditam que a mídia escrita tem seus anos contados.

Para quem acredita que o livro impresso nunca acabará, basta pensar um pouco em quem achava que os CDs vieram para ficar e vemos que até os DVDs “respiram por aparelhos”. É bem verdade que no caso dos livros existem muitas razões e fatores que nos permitem pensar que ele é imortal, haja vista que depois da fala, a comunicação escrita é o que de fato levou o conhecimento e informação através dos tempos e dos continentes, tendo a Bíblia como o grande instrumento dessa popularização.

O impressionante é que a principal revolução tecnológica do mundo, a internet, não só não acabou com o livro, como impulsionou sua venda como nunca se viu.

A rede mundial de computadores fez, inclusive, crescer a gigante Amazon, que foi a primeira a criar um dispositivo de leitura eletrônico, o Kindle, que ao contrário de uma tela normal, não cansa os olhos, pois não emite luz e permite virar as páginas literalmente com os dedos.

Os livros se tornaram o principal comércio na internet, principalmente pela falta de uma simples livraria na maioria das cidades fora dos grandes centros, e esse aumento de vendas promete continuar por muito tempo, sobretudo no Brasil, onde a tecnologia ainda não está ao alcance de todos, além do fato de o próprio contato da criança com um livro em algumas cidades já ser um salto em um país de analfabetos funcionais, que leem e interpretam mal.

Há mais de 20 anos era comum um vendedor da famosa enciclopédia Barsa bater a nossa porta. Ter essa coleção era objeto de desejo de muitos estudantes, tempo em que era comum o uso do dicionário nas aulas de Português. Hoje a Barsa dos nossos filhos é o Wikipédia e o dicionário deles é o Google.

Vivemos numa época em que uma das maiores bibliotecas do mundo, a Universidade de Cambridge, com seus mais de 8 milhões de exemplares caberiam perfeitamente em apenas um disco rígido de 1 Terabyte, e onde é possível por exemplo, acessar de qualquer lugar do mundo, as anotações do famoso físico Isaac Newton, que foram digitalizados em 2011 por essa conceituada universidade inglesa.

O mais importante não é saber quando ou se o livro irá acabar, mas em que e como ele irá se transformar, seja impresso ou eletrônico, de capa dura ou pelo celular.

O mais importante é que ele chegue cada vez mais em todos os lares. Investir em aplicativos de leitura ou de venda, seja da mídia impressa ou livro digital, sempre será promessa de retorno.

 

Por Gledson Santos, engenheiro, consultor em Tecnologia, Especialista em TI e Telecomunicações.

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